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O projeto imperial dos EUA

Ataque Imediato Global: a superioridade militar mundial sem armas nucleares

Por Rick Rozoff

Pode-se ganhar uma guerra sem travá-la. Pode-se vencer se um adversário sabe que é vulnerável a um ataque instantâneo e indetectável, irresistível e devastador, sem a possibilidade de defender-se ou de fazer represálias.

O que se aplica a um país em particular também vale para todos os adversários potenciais e certamente para qualquer outra nação do mundo.

Só existe um país com essa capacidade militar e científica, e que proclamou abertamente sua intenção de exercitar essa capacidade. Essa nação é a que seu atual chefe de Estado definiu em dezembro passado como a única superpotência militar do mundo.1 Um país que aspira a seguir sendo o único Estado na história que exerce a dominação militar de espectro completo na terra, no ar, nos mares e no espaço. Que mantém e extende bases militares e tropas, grupos de combate de porta-aviões e bombardeiros estratégicos sobre e em quase cada latitude e longitude. Que o faz com um orçamento de guerra recorde posterior à Segunda Guerra Mundial de 708.000 milhões de dólares para o próximo ano.

Depois de lograr essa situação, em grande parte por haver sido o primeiro país que desenvolveu e utilizou armas atômicas, está agora em condições de fortalecer sua supremacia global através da substituição da opção nuclear.

Entre 1999 e 2003, os EUA lançaram três grandes guerras em menos de quatro anos contra Iugoslávia, Afeganistão e Iraque e nos três casos enviou entre dezenas e centenas de milhares de soldados em seguida a ataques aéreos e com mísseis. O Pentágono estabeleceu bases militares nas três zonas de guerra e, apesar da contaminação com urânio empobrecido e bombas de racimo seguir existindo nos três países, os soldados estadunidenses não tiveram que enfrentar um terreno com irradiação. Seria supérfluo e demasiado custoso em muitos sentidos lançar um ataque nuclear se um ataque convencional serve para o mesmo fim.

Em 8 de abril, os presidentes dos EUA e da Rússia, Barack Obama e Dmitri Medvedev, assinaram um novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start por suas siglas em inglês) na capital checa de Praga para reduzir seus respectivos arsenais nucleares e sistemas de lançamento (sujeito a ratificação pelo Senado dos EUA e pela Duma russa). Antes, durante a mesma semana, publicou seu novo Estudo da Postura Nuclear (NPR) que, por primeira vez, pareceu abandonar o uso primeiro de armas nucleares.

Parecia que a sombria nuvem nuclear que pairou sobre a cabeça da humanidade durante os últimos 65 anos se estivesse disipando.

Entretanto, os EUA conservam 1.550 ogivas nucleares posicionadas e 2.200 (segundo alguns cálculos 3.500) a mais armazenadas, e uma tríada de veículos de lançamento terrestres, aéreos e submarinos.

O que é mais alarmante, todavia, é que Washington segue adiante com o projeto de substituir a espada e o escudo nuclear - para chantagem e dissuasão - por um modelo não nuclear que poderia desestabilizar o anterior "equilíbrio do terror", que foi um pesadelo criminoso durante seis décadas, mas com sessenta anos sem uma guerra maciça de mísseis.

A nova espada, ou lança, integra planos para sistemas de armas convencionais de primeiro ataque empregando a mesma tríada de componentes de terra, ar e mar - mais o espaço - e o escudo é uma rede mundial de disposição de mísseis interceptores, também nas quatro áreas. O Pentágono se propõe a poder atacar primeiro e impunemente.

O arsenal não nuclear utilizado para neutralizar e destruir as defesas aéreas e estratégicas, potencialmente todas as forças militares importantes de outras nações, consistirá em mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos adaptados a lançamento desde submarinos, mísseis cruzeiro e bombardeiros hipersônicos, e bombardeiros estratégicos "super-stealth" capazes de evitar a detecção por radar e assim evitar as defesas baseadas em terra e ar.

Quaisquer mísseis de alcance curto, intermediário e longo que fiquem no país atacado serão em teoria destruídos depois de serem alcançados por mísseis interceptores cinéticos, capazes de destruir por impacto. Se os mísseis neutralizados portassem ogivas nucleares, a precipitação radioativa ocorreria sobre o país que os lança, sobre uma área marítima próxima ou outra nação eleita pelos EUA

Um comentário russo há três anos descreveu a interação entre o primeiro ataque e os sistemas de mísseis interceptores como segue:

"Pode-se investir no desenvolvimento de um míssil antibalístico (ABM) verdadeiramente efetivo e de armas de primeiro ataque, por exemplo, em sistemas convencionais de alta precisão. O objetivo final é criar a capacidade para um primeiro ataque desarmador (nuclear, não nuclear ou mixto) do potencial nuclear estratégico do inimigo. O ABM destruirá tudo o que sobreviva ao primeiro golpe."2

O tão atrasado Informe do Estudo da Postura Nuclear deste mês reafirma os planos do Pentágono de "manter uma dissuasão nuclear crível e de reforçar as estruturas de segurança regionais com defesas de mísseis..."3

Também confirma que a incorporação de "sistemas não nucleares aos objetivos de dissuasão regional e de segurança dos EUA será preservada evitando limitações na defesa de mísseis e preservando opções para o uso de bombardeiros pesados e de sistemas de mísseis de longo alcance em tarefas convencionais."

Numa conferência de imprensa de 6 de abril, sobre o Estudo da Postura Nuclear, com o secretário de defesa Robert Gates, o chefe do Estado Maior Conjunto, almirante Michael Mullen, a secretária de Estado Hillary Clinton e o secretário de energía Steven Chu, Gates disse que "manteremos a tríada nuclear de ICBM [mísseis balísticos intercontinentais], aviões com capacidade nuclear e submarinos com mísseis balísticos" e "seguiremos desenvolvendo e melhorando capacidades não nucleares, incluindo defesas de misseis regionais". Mullen falou de "defender os intereses vitais dos EUA e os de nossos sócios e aliados com uma mescla mais equilibrada de meios nucleares e não nucleares do que a que temos a nossa disposição atualmente".4

O Informe do Estudo de Defesa com Mísseis Balísticos de 1 de fevereiro, assinalou que os "EUA manterão um enfoque adaptável por fases da defesa com mísseis" e "desenvolverá capacidades móveis e realocáveis."

Além disso, "o governo está comprometido com a implementação de um novo Enfoque Europeu Adaptável por Fases dentro de um contexto da Otan. Na Ásia Oriental, os EUA trabalham para melhorar as defesas com mísseis mediante uma série de relações bilaterais. Os EUA também manterão uma cooperação reforçada com uma série de sócios no Oriente Próximo".5

O Informe do Estudo Quadrienal de Defesa de fevereiro fala de planos similares.

O Estudo "apresenta dois objetivos claros. Primeiro, reequilibrar ainda mais as capacidades das Forças Armadas dos EUA para se impor nas guerras atuais, enquanto cria as capacidades requeridas para encarar futuras ameaças."

Assinala que os "EUA seguem sendo a única nação capaz de projetar e sustentar operações de grande escala em distâncias extensas" com "uma força militar de 400.000 membros... estacionados em posições avançadas ou destribuídos por todo o mundo", e que está "capacitada por capacidades cibernéticas e espaciais e reforçada por capacidades estadunidenses para rechaçar os objetivos de seus adversários mediante a defesa balística de mísseis..."

Um de seus objetivos chave é "expandir as futuras capacidades de ataque de longo alcance" e promover o "rápido crescimento das capacidades de defesa com misseis balísticos baseados em mar e terra".6

Os EUA também intensificam os programas de guerra espacial e cibernética com o potencial de paralizar os sistemas de vigilância e comando militar, de controle, de comunicações, informáticos e de inteligência de outras nações, levando-as à vulnerabilidade em todos os âmbitos, fora do tático mais básico.

O programa segundo o qual Washington desenvolve sua capacidade de armas convencionais para suplementar sua estratégia nuclear anterior é chamado Ataque Global Imediato (PGS por suas siglas em inglês), ao que se refere alternativamente como Ataque Global Imediato Convencional (CPGS).

Global Security Newswire escreveu recentemente sobre a propuesta de Start II que "membros da elite política da Rússia estão preocupados pelo que o acuerdo diz ou não diz sobre os sistemas de defesa de mísseis balísticos dos EUA" e de "ataque imediato global..."7

De fato, o sucessor de Start I não diz nada sobre políticas estadunidense de mísseis interceptores ou de primeiro ataque convencional e, ao fazê-lo, diz tudo a respeito. Quer dizer, o novo tratado não as limita ou afeta de nenhuma maneira.

Depois da cerimônia de assinatura em Praga em 8 de abril, o Departamento de Estado dos EUA emitiu uma folha de dados sobre o Ataque Global Imediato que assinalava: "Ponto chave: o Novo Tratado Start não contém nenhuma restrição sobre o potencial atual ou planificado de ataque global imediato convencional dos EUA"

A título de informação sobre os antecedentes e para fornecer um marco para a atual estratégia militar dos EUA, agregou:

"O crescimento de capacidades militares convencionais sem rival dos EUA contribuiu para nossa possibilidade de reduzir o papel das armas nucleares na dissuasão de ataques não nucleares... O Departamento de Defesa (DoD) explora atualmente toda a gama de tecnologias e sistemas para uma capacidade de Ataque Global Imediato Convencional (CPGS) que poderia oferecer ao presidente opções mais verossímeis e tecnicamente adequadas para encarar ameaças novas e em desenvolvimento."8

Ao descrever as partes constituintes do PGS, o comunicado de imprensa do Departamento de Estado também revelou:

"Os esforços atuais também examinam três conceitos: Veículo de Tecnologia Hipersônica, Míssil de Ataque Convencional e Arma Hipersônica Avançada. Esses projetos são administrados pela Agência de Projetos de Investigação Avançada (DARPA), pelo Centro Espacial e de Mísseis da Força Aérea dos EUA e pelo Comando Espacial e de Defesa de Mísseis do Exército, respectivamente... O limite [de Start II] acomodaria todos os planos que os EUA poderiam desenvolver durante a vida desse Tratado para disparar ogivas convencionais em mísseis balísticos."

Em linguagem tão inequívoca como a conhecida do Departamento de Estado, a declaração agrega:

"O novo Start protege a capacidade dos EUA de desenvolver e avançar uma capacidade de CPGS. O Tratado não proíbe de nenhuma maneira a construção ou o deslocamento pelos EUA de mísseis balísticos com armas convencionais."

O Departamento de Defesa "estuda o CPGS dentro do contexto de seu porta-fólio de todas as capacidades de ataque não nuclear de longo alcance incluindo sistemas baseados em terra e no mar, assim como bombardeiros porta-mísseis e/ou de penetração..."9

Os mísseis não nucleares aos que se referem foram projetados para atacar qualquer lugar na Terra em sessenta minutos, mas como alardeou recentemente o principal propugnador do PGS, o vice-chefe do Estado Maior Conjunto, general de fuzileiros James Cartwright: "No extremo," poder-se-iam realizar ataques em "300 milisegundos." 10

Falando sobre o terço da força aérea na tríade GPS - mísseis cruzeiro com armamento nuclear lançados desde bombardeiros B-52, aviões sem tripulação X-51, que podem voar a 8.000 quilômetros por hora, o "avião espacial" Blackswift - Cartwright também disse que os bombardeiros atuais com armamento convencional são "demasiado lentos e demasiado intrusivos" para numerosas "missões de ataque global."11

Em 21 de janeiro, o vice-secretário de defesa William Lynn chamou a que se colocasse o Pentágono "numa base permanente para travar conflitos de baixa intensidade a fim de manter o domínio aéreo e ter a capacidade de atacar qualquer objetivo sobre a Terra a qualquer momento... A próxima prioridade na guerra aérea para o Pentágono é o desenvolvimento de uma próxima geração de capacidade de ataque de penetração profunda que possa triunfar sobre defesas aéreas avançadas..."12

Numa análise em Global Security Network intitulado "Custo de ensaiar um míssil estadunidense de ataque global poderia chegar a 500 milhões de dólares," Elaine Grossman escreveu:

"O governo de Obama solicitou 239.900 milhões de dólares para pesquisa e desenvovlimento de ataque global imediato por parte dos serviços militares no ano fiscal 2011... Se os niveis de financiamento se mantêm nos próximos anos como foi antecipado, o Pentágono haverá gastado uns 2.000 milhões de dólares em ataque global imediato para o fim do ano fiscal 2015, segundo documentos orçamentários apresentados no mês passado ao Congresso."13

O componente baseado em terra de PGS, mísseis balísticos intercontinentais Minuteman com uma carga convencional, "serão lançados inicialmente ao espaço como um míssil balístico, enviarão um 'veículo de ensaio hipersônico' para que planeje e manobre a uma destinação programada, a que poderia ser atualizada ou modificada por controle remoto durante o voo." [14]

No mês passado Defense News publicou um artigo com o título "EUA aponta armas de precisão para as guerras do Século XXI," que incluía esta pasagem:

"Para contra-arrestar... defesas aéreas, o Pentágono quer construir uma multidão de armas de precisão que podem alcançar qualquer objetivo em milhares de quilômetros. Conhecidas como uma família de sistemas, essas armas poderiam incluir tudo o que a Força Aérea escolha como seu próximo bombardeiro, um novo conjunto de mísseis cruzeiro e inclusive, algum dia, armas hipersônicas, desenvolvidas sob o programa de Ataque Global Imediato do Pentágono, o que outorgaría a velocidade e o alcance de um míssil balístico intercontinental a uma ogiva convencional."15

Um informe recente do Washington Post sobre PGS citou a advertência do ministro do exterior russo Sergei Lavrov de que "será difícil que os Estados do mundo aceitem uma situação na qual desapareçam as armas nucleares, mas que emerjam armas que não são menos desestabilizadoras em mãos de certos membros da comunidade internacional."16

A mesma fonte agregou: "o governo de Obama... vê os mísseis como um elo numa gama de armas defensivas e ofensivas que poderiam terminar por substituir as armas nucleares," e citou a Cartwright, do Pentágono, que afirmou: "A dissuasão já não pode basear-se só em armas nucleares. Tem que ser mais ampla".17

No dia seguinte, o Independent britânico publicou um artigo cujas citações seguintes deveriam desenganar qualquer um que albergara esperanças de que o mundo pós-nuclear de Washington seja algo mais seguro:

Referindo-se a mísseis balísticos intercontinentais PGS com (pelo menos em teoria) ogivas convencionais, o jornal advertiu que:

"Uma vez que hajam sido lançados, poderia ser difícil distinguir suas cargas convencionais das nucleares. Isto, por sua vez, poderia engatilhar acidentalmente uma represália nuclear por parte da Rússia ou outra potência com armas similares.

"Outro perigo é que se o tema já não são as armas nucleares, haja uma tentação maior para que os comandantes militares estadunidenses tomem mais ligeiramente a ordem de realizar ataques. E, a menos que se possa confiar inteiramente em informações de inteligência, as probabilidades de que sejam atacados objetivos equivocados são elevadas."18

Responsáveis estadunidenses discutiram a perspectiva de lançar semelhantes mísseis a uma altura inferior que a utilizada por ICBM nucleares, mas se necessitaria de um grau quase ilimitado de confiança - ou de credibilidade - por parte dos responsáveis militares russos ou chineses para que confiem na garantia de que os ICBM dirigidos a/ou próximo de seu território não portarão realmente armas nucleares, seja qual seja a distância da superfície da Terra em que voaram.

Em 2007, um ano depois de que o Pentágono anunciara por primeira vez seus planos de Ataque Global Imediato, um analista russo escreveu que "aos estadunidenses não lhes preocupa especialmente seu arsenal nuclear" e que "estiveram calculando exaustivamente as verdadeiras ameaças à sua segurança a fim de estar prontos para ir à guerra, se fosse necessário em sério, e agrega que "o século XX viu duas guerras mundiais e uma terceira surge ameaçadoramente."

"Apesar da ameaça óbvia para a civilização, os EUA poderiam adquirir prontamente armas orbitais sob o plano para Ataque Global Imediato. Estas lhe darão a capacidade para realizar um ataque convencional virtualmente em qualquer lugar do mundo em uma hora."19

Elaine Grossman escreveu no ano passado:

"Uma vez que seja construído, se espera que o Míssil de Ataque Convencional combine foguetes impulsionadores com um 'veículo de entrega de carga' de voo rápido capaz de levar um projétil de energia cinética contra um objetivo. Ao chegar a seu ponto final, o projétil se dividiria em dezenas de fragmentos letais potencialmente capazes contra seres humanos, veículos e estruturas, segundo funcionários da defesa..."20

Um cenário horripilante comparável aos efeitos de um ataque de PGS, este da versão baseada no mar, apareceu faz três anos em Popular Mechanics:

"No Pacífico, emerge um submarino nuclear da classe Ohio, pronto para a ordem de lançamento do presidente. Quando chega a ordem, o submarino dispara ao céu um míssil Trident II de 65 toneladas. Dentro de 2 minutos, o míssil voa a mais de 22.000 quilômetros por hora. Por sobre os oceanos e fora da atmosfera acelera durante milhares de quilômetros.

"No auge de sua parábola, no espaço, as quatro ogivas do Trident se separam e começam seu descenso para o planeta.

"Voando a 21.000 km/h, as ogivas vão repletas de barras de tungstênio com o dobro da resistência do aço.

"Sobre o objetivo, as ogivas detonam, fazendo chover na área milhares de barras - cada uma com 12 vezes a força destruidora de uma bala de calibre .50. Tudo o que se encontra no raio de 279 metros quadrados dessa vertiginosa tormenta metálica é aniquilado."21

Em 7 de abril deste ano, o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas russas, general Leonid Ivashov escreveu uma coluna chamada "A surpresa nuclear de Obama."

Com referência ao discurso do presidente dos EUA em Praga há um ano -"A existência de milhares de armas nucleares é o legado mais perigoso da Guerra Fria"- e na sua assinatura do acordo Start II na mesma cidade em 8 de abril, o autor disse:

"Não se pode descobrir na história dos EUA durante o século passado um só exemplo de qualquer decisão ou tarefa para a humanidade ou para os povos de outros países que significasse algum tipo sacrifício para as elites estadunidenses. Seria realista esperar que a chegada de um presidente afro-estadunidense à Casa Branca mude a filosofía política do país, orientada tradicionalmente a lograr a dominação global? Os que crêem que algo semelhante seja possível deveriam tratar de compreender por que os EUA - o país com um orçamento militar maior do que os de todos os demais países do mundo em seu conjunto - segue gastando enormes somas de dinheiro em preparativos para a guerra."22

Numa referência específica ao PGS, detalhou que "O conceito de Ataque Global Imediato prevê um ataque concentrado utilizando vários milhares de armas convencionais de precisão, entre 2 a 4 horas, que destruiria as infra-estruturas críticas do país objetivo e assim o obrigaria a capitular."

"O conceito do Ataque Global Imediato tem o propósito de assegurar o monopólio dos EUA no campo militar e ampliar a brecha entre esse país e o resto do mundo. Em combinação com o deslocamento de defesa de mísseis que supostamente deveria manter os EUA imune contra ataques de represálias da Rússia e da China, a iniciativa de Ataque Global Imediato converterá Washington num ditador global da era moderna.

"Essencialmente, a nova doutrina nuclear dos EUA é um elemento da nova estratégia de segurança dos EUA que seria descrita de modo mais adequado como a estratégia da impunidade total. Os EUA aumentam seu orçamento militar, dão rédea solta à Otan como gendarme global, e planejam exercícios numa situação real no Irã para provar a eficiência na prática da iniciativa de Ataque Global Imediato. Ao mesmo tempo, Washington fala de um mundo totalmente livre de armas nucleares."23


Notas:
1) Obama Doctrine: "Eternal War For Imperfect Mankind"
Stop NATO, December 10, 2009
http://rickrozoff.wordpress.com/2009/12/11/obama-doctrine-eternal-war-for-imperfect-mankind
2) Alexander Khramchikhin, "The MAD situation is no longer there"
Russian Information Agency Novosti, May 29, 2007
3) Nuclear Posture Review Report
United States Department of Defense
April 2010 http://www.defense.gov/npr/docs/2010%20Nuclear%20Posture%20Review%20Report.pdf
4) United States Department of Defense
American Forces Press Service
April 6, 2010
5) United States Department of Defense, February 1, 2010
http://www.comw.org/qdr/fulltext/1002BMDR.pdf
6) United States Department of Defense, February 2010
Quadrennial Defense Review Report, February 2010
http://www.defense.gov/qdr/QDR%20as%20of%2026JAN10%200700.pdf
7) Global Security Newswire, April 2, 2010
8) U.S. Department of State, April 9, 2010
9) Ibíd.
10) Defense News, June 4, 2009
11) Ibíd.
12) Defense News, January 22, 2010
"U.S. Extends Missile Buildup From Poland And Taiwan To Persian Gulf"
Stop NATO, February 3, 2010
http://rickrozoff.wordpress.com/2010/02/03/u-s-extends-missile-buildup-from-poland-and-taiwan-to-persian-gulf
13) Global Security Network, March 15, 2010
14) Ibíd.
15) Defense News, March 22, 2010
16) Washington Post, April 8, 2010
17) Ibíd.
18) The Independent, April 9, 2010
19) Andrei Kislyakov, "Defense budget: nuclear or conventional?"
Russian Information Agency Novosti, November 20, 2007
20) Global Security Newswire, July 1, 2009
21) Noah Shachtman, "Hypersonic Cruise Missile: America's New Global Strike Weapon"
Popular Mechanics, January 2007
22) Strategic Culture Foundation, April 7, 2010
23) Ibíd.


Retirado dos sites "Socialismo e Liberdade": (http://www.socialismo.org.br/portal/internacional/39-noticia/1454-a-cimeira-atomica-de-washington), "Rebelión" (http://www.rebelion.org/noticia.php?id=104052) e "Global Research" (http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=18595)

Traduzido do inglês para Rebelión por Germán Leyens
Tradução para o português de Sergio Granja
Rick Rozoff é militante contra a guerra e o intervencionismo há 40 anos. É o moderador do blog Stop NATO international (http://rickrozoff.wordpress.com/)
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